Informações Úteis

Informações Úteis


A Compra ou a Venda de um Imóvel é com certeza um grande passo, este gera muita ansiedade entre as partes envolvidas, em alguns casos, no entanto, a etapa que envolve o Contrato e toda a documentação, é a que requer maiores precauções, com peculiaridades que podem confundir até os mais experientes.

Para evitar qualquer problema ou prejuízos financeiros, seguem abaixo algumas recomendações auxiliares e dicas de proteção, para a concretização de um bom negócio para ambas as partes:

Do Profissional

Certifique-se que o Corretor de Imóveis que esta lhe atendendo é um Técnico em Transações Imobiliárias , ” Habilitado, Preparado e Credenciado ” para estar atuando no mercado imobiliário, solicitando a Carteira de Identificação ou informando-se junto ao CRECI – Conselho Regional de Corretores de Imóveis . No estado de São Paulo esta consulta pode ser feita no site: www.creci.org.br — ou direto na Delegacia Regional do Creci em São José dos Campos, situada na Rua Ipiranga, 210 – Jardim Maringá – Fone: 12. 3921-8588 / Fax: 12 3941-9184. De acordo com o art. 723 do Código Civíl, “O corretor é obrigado a executar a mediação com a diligência e prudência que o negócio requer, prestando ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento dos negócios; deve, ainda, sob pena de responder por perdas e danos, prestar ao cliente todos os esclarecimentos que estiverem ao seu alcance, acerca da segurança ou risco do negócio, das alterações de valores e do mais que possa influir nos resultados da incumbência”.

Atividades Principais

A fim de bem desempenhar sua profissão, deve o Corretor de Imóveis adotar alguns procedimentos, dentre os quais:


a) manter-se atualizado com relação ao perfil do mercado imobiliário;


b) reunir informações detalhadas sobre aquisição, venda, locação, avaliação, preço, financiamentos etc.


c) firmar contrato relativo à sua prestação de serviço;


d) combinar preço e condições da transação;


e) examinar a documentação do imóvel, dando ciência a inquilinos e/ou compradores;


f) agendar visitas ao imóvel, mostrando-o ao cliente;


g) orientar todo cliente que queria investir em imóveis.

Código de Ética

Em relação aos clientes, cumpre ao Corretor de Imóveis, dentre outros deveres:


a) inteirar-se de todas as circunstâncias do negócio, antes de oferecê-lo;


b) apresentar, ao oferecer um negócio, dados rigorosamente certos, nunca omitindo detalhes que o depreciem, informando o cliente dos riscos e demais circunstâncias que possam comprometer o negócio;


c) recusar transação que saiba ilegal, injusta ou imoral;


d) comunicar, imediatamente, ao cliente o recebimento de valores ou documentos a ele destinados;


e) zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica do negócio, reservando ao cliente a decisão do que lhe interessar pessoalmente.


É vedado ao Corretor de Imóveis de acordo com a ética profissional, dentre outros atos considerados antiéticos, receber comissões em desacordo com a Tabela aprovada pelo Plenário do CRECI , ou vantagens que não correspondam a serviços efetiva e licitamente prestados, ou ainda, praticar quaisquer atos de concorrência desleal aos colegas, além de reter em suas mãos negócio quando não tiver probabilidade de realizá-lo. Compete ao CRECI , sob cuja jurisdição se ache inscrito o Corretor de Imóveis, a apuração de faltas que o profissional vier a cometer contra o Código de Ética da profissão, aplicando as penalidades previstas pela legislação em vigor.

Do Imóvel

Visite o imóvel mais de uma vez, evite visitar o imóvel apenas no período noturno, pois somente durante o dia, será possível verificar as reais condições físicas, seu estado geral e de conservação e a incidência de iluminação natural;


Se houver o interesse real, faça uma segunda ou terceira visita ao local em dia e horários diferentes e verifique se a infra-estrutura e a segurança oferecida na região são satisfatórias. Se possível, converse com outros moradores ou com o síndico, quando houver;


Se o imóvel for novo, verificar se a Averbação da Construção do imóvel foi feita em Cartório de Registro, se a contribuição do INSS foi ou esta sendo recolhida e se o mesmo encontra-se regularizado na Prefeitura Municipal, com planta aprovada e Habite-se e se já foi Vistoriado pelo Corpo de Bombeiros;


Para imóvel em Construção é fundamental que o “Memorial de Incorporação” esteja registrado no Cartório de Registro de Imóveis, e disponível nos próprios plantões de Venda, juntamente com documentação da Incorporadora. Pois esses documentos citam se a Prefeitura aprovou o projeto, nº. da aprovação, Engenheiro Responsável, Certidões Municipais, Estaduais e Federais;


O memorial Descritivo apontará todos os deveres e obrigações da Incorporadora. É recomendável visitar outras obras já finalizadas pela Incorporadora ou Construtora e consultar junto ao Procon – http://www.procon.sp.gov.br ou no Endereço: Rua Paulo Setúbal, 220 Jardim São Dimas – Centro – (antigo Fórum) – entrada pela Av. Francisco José Longo Telefones 151 (informações e denúncias) / 3909-1440 (administrativo) / 156 (gratuitamente), se ocorreram queixas ou denúncias contra as mesmas.

Contratos

Em relação ao Contrato com pagamento de sinal, recomenda-se que além de prazos e multas, contenha Cláusula com direito de arrependimento para ambas as partes. Normalmente estabelece-se a perda do sinal no caso de arrependimento por parte do Comprador e, da devolução do valor com multa e juros, no caso do vendedor arrepender-se.


Cláusula que possibilite a desistência do Comprador em virtude de riscos ou irregularidades apontadas na documentação do Imóvel, deve assim prever a devolução pura e simples do sinal ou do valor antecipado;


Para a Lavratura da Escritura Publica do imóvel com total segurança, é necessário que a escritura seja lavrada em Cartório de Notas, onde os vendedores deverão apresentar as certidões negativas de protestos, dos distribuidores cíveis, de execuções fiscais e federais e de reclamações trabalhistas, em nome dos proprietários e as certidões negativas de ônus e alienações, de tributos municipais e de despesas condominiais, relativas ao imóvel.


Algumas áreas da Zona Sul de São José dos Campos serão cobradas a taxa de Laudêmio. Em caso de Venda através de Procuração Publica, é necessário que a procuração seja atualizada junto ao Cartório onde foi lavrada;



















































Referentes ao imóvel
Ônus e Alienações junto ao Cartório de Registro de Imóveis Abrangendo os últimos 20 anos
Tributos Municipais, IPTU Abrangendo os últimos 05 anos
Despesas Condominais Atualizada
Referentes ao(s) proprietário(s)
Distribuidores Cíveis (das cidades onde residem os proprietários e da cidade onde localiza-se o imóvel) Abrangendo os últimos 10 anos
Justiça Federal (ações e execuções cíveis, criminais e fiscais) Abrangendo os últimos 10 anos
Cartórios de Protestos (das cidades onde residem os proprietários e da cidade onde localiza-se o imóvel) Abrangendo os últimos 05 anos
Reclamações Trabalhistas (das cidades onde residem os proprietários e da cidade onde localiza-se o imóvel) Abrangendo os últimos 05 anos
Distribuidor Criminal Estadual – Fórum Abrangendo os últimos 10 anos
Certidão quanto à Divída da União Atualizada
Certidão de Débitos de Tributos e Contribuições Federais Atualizada


Glossário Imobiliário


A

Ação de despejo: Pedido à Justiça feito por um proprietário, locador ou comprador de um imóvel para obrigar o inquilino a desocupá-lo.


 


Ação revisional: Pedido que tramita na Justiça para que o valor do aluguel seja igualado ao valor de mercado, para cima ou para baixo. A revisão do aluguel não pode ser pedida quando já existe um prazo acertado de desocupação do imóvel.


 


Agente fiduciário: Criado pela lei n.º 6.404/76 (a “Lei das S/A”), é qualquer empresa credenciada pelo Banco Central para, entre outras funções, promover a execução extrajudicial de empréstimos hipotecários vinculados ao SFH.


 


Agente financeiro: Instituição pública ou privada que faz parte do Sistema Financeiro Nacional. Sua função é coletar, intermediar e aplicar recursos financeiros seus ou de outros, com autorização do Banco Central do Brasil.


 


Alienação fiduciária: Ato de transferência de um bem móvel ou imóvel do devedor para o credor, em garantia do pagamento da dívida. O devedor detém a posse direta do bem, para seu uso, e o credor detém a posse indireta do bem, que fica em seu domínio. Depois de quitar o empréstimo, o comprador adquire a propriedade definitiva do bem.


 


Aluguel: Cessão ou empréstimo de um bem em troca do pagamento de uma taxa periódica por extensão, chamada pelo mesmo nome, aluguel. O mesmo que locação.


 


Aluguel por temporada: Aluguel de imóvel com prazo máximo de 90 dias. A lei n.º 8.245, de 1991, admite a cobrança adiantada do valor acertado em contrato escrito.


 


Amortização: Pagamento periódico realizado para abater (reduzir) uma dívida. Nos financiamentos em geral, a amortização é feita por uma das parcelas que compõem as prestações.


 


Amortização extraordinária: Pagamento extraordinário (antes do prazo previsto) que deve corresponder a pelo menos 10% do valor do saldo devedor.


 


Apólice: Documento emitido pela companhia de seguro com os dados da cobertura de risco do segurado.


 


Área comum: Área de um condomínio que pode ser utilizada por todos os moradores, como os corredores, o saguão, o salão de festas e os locais de lazer. Também chamada área de uso comum.


 


Área privativa: Área de um imóvel sobre a qual o proprietário tem domínio total, delimitada pela superfície externa das paredes.


 


Área urbana: Região de um município que conta com melhoramentos mantidos pela prefeitura.


 


Área útil: Soma das áreas internas de cada cômodo do imóvel, de parede a parede, sem contar sua espessura. Antigamente tinha o sugestivo nome “área de vassoura”.


 


Arrendamento mercantil: Aluguel de um bem móvel ou imóvel (veículo, máquina, casa, apartamento) mediante o pagamento de contraprestações periódicas e com a opção de compra ao final.


 


Ata: Registro das discussões e decisões tomadas por uma assembléia, como a de condomínio.


 


Averbação: Anotação feita pelo Cartório de Registro de Imóveis de qualquer alteração que diga respeito ao proprietário (chamada subjetiva) ou ao imóvel (objetiva), como a mudança no estado civil do dono ou no nome da rua do imóvel.


B

Banco Central do Brasil (BC ou Bacen): Autarquia federal criada em 1964 que formula, executa e acompanha a política monetária, emite o dinheiro brasileiro, organiza e disciplina o Sistema Financeiro Nacional e fiscaliza as atividades do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).


 


Banco Nacional de Habitação (BNH): Órgão, extinto em 1986, responsável pela fiscalização das atividades do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e substituído nessa função pelo Banco Central.


 


Benfeitorias: Obras ou reparos realizados num imóvel para melhorar seu estado, embelezá-lo ou solucionar um problema.


 


BNH: Sigla de Banco Nacional de Habitação


C

Cadastro: Documento com informações sobre a idoneidade do inquilino obtidas de serviços de proteção do crédito, como o Serasa, o Cadastro de Proteção ao Inquilinato e cartórios de protesto de títulos.


 


Caixa Econômica Federal (CEF): Fundada em 1861 pelo imperador d. Pedro 2.º, a Caixa, além de banco comercial, é a instituição que mais financia a construção e compra de imóveis. Ela também administra desde 1990 o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e patrocina o esporte e a cultura.


 


Capital: Soma de dinheiro que faz parte dos bens de uma pessoa ou uma empresa, e também a quantia de dinheiro financiada a alguém.


 


Capitalização de juros: Acréscimo dos juros cobrados ao capital inicial e ao saldo devedor, provocando o cálculo de juro sobre juro, chamado juro composto ou capitalizado.


 


Carta de crédito: Documento que concede a alguém o empréstimo de certa quantia. Costuma valer por 30 dias, às vezes prorrogáveis.


 


Carteira Hipotecária (CH): Linha de crédito habitacional criada pelo presidente Getúlio Vargas em 1936, hoje possui regras de financiamento, prazo de pagamento e taxas de juro definidas pelas instituições financeiras.


 


Cartório de Registro de Imóveis: Órgão onde são cadastrados todos os imóveis de determinada região. Lá se encontram as informações a respeito de cada imóvel sua matrícula, sua localização, seu dono, sua situação jurídica, seu histórico, todas as modificações por que passou.


 


Cartório de Títulos e Notas: Entidade privada com reconhecimento público que guarda títulos e documentos, faz registros públicos e lavra (redige) contratos.


 


Caução: Garantia dada com títulos ou coisas de valor (inclusive dinheiro) de que determinada dívida contratual será paga (financiamento imobiliário, aluguel etc.).


 


Certidão: Documento expedido por um cartório que garante ser correto determinado registro, como o de um imóvel. As certidões podem ser pedidas por qualquer pessoa, mediante o pagamento de uma taxa.


 


Certidão negativa: Documento que comprova a existência ou não de ação civil, criminal ou federal contra uma pessoa.


 


Comissão: Honorários (remuneração em dinheiro) pagos a imobiliária ou corretor de imóveis por serviços de negociação e negócios de compra e venda ou administração.


 


Comprometimento de renda: Percentual máximo de sua renda que o pretendente a um financiamento pode comprometer mensalmente na prestação.


 


Compromisso de compra e venda: É o contrato entre duas partes em que o vendedor se compromete a vender seu bem (imóvel ou móvel) e o comprador se compromete a comprá-lo nas condições acertadas. É também chamado contrato de compra e venda ou promessa de compra e venda.


 


Comprovação de renda: Exigência da instituição financeira de que o pretendente a financiamento comprove com documentos (contracheque, carteira de trabalho, declaração do Imposto de Renda) que ganha o suficiente para arcar com as prestações.


 


Condomínio: Edifício ou conjunto de casas que forma um todo e divide as despesas comuns. Condomínio é também a maneira usual de se referir à taxa ou encargo de condomínio. A taxa de condomínio resulta do rateio das despesas comuns uma divisão de acordo com as proporções, ou cota, de cada imóvel , como a água e a energia elétrica utilizadas nas áreas comuns, o salário dos funcionários e a manutenção de elevadores.


 


Contrato: Acordo feito por escrito entre pessoas, entre empresas ou entre empresas e pessoas. Cada lado se obriga a cumprir o que está escrito no documento. Um contrato entre partes adquire força de lei, a não ser que contrarie uma lei maior.


 


Contrato de adesão: Documento impresso com normas (necessariamente em linguagem fácil e letras legíveis) que deve ser assinado pela pessoa interessada em aderir a um negócio ou iniciativa estabelecidos, como um consórcio, por exemplo.


 


Contrato de locação: Contrato verbal ou escrito, com prazo determinado ou não, entre o locador e o locatário, que em troca da cessão se compromete a pagar a taxa de aluguel acertada e cumprir outras determinações. Também chamado contrato de locação ou locatício.


 


Contrato de mútuo: O mesmo que mútuo.


 


Cooperativa: Sociedade com pelo menos 20 membros que colaboram por um objetivo comum – serviço, produção, poupança. As cooperativas habitacionais são formadas para construir casas para os cooperados, que contribuem com cotas-partes.


 


Crea: Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.


 


Creci: Conselho Regional de Corretores de Imóveis.


 


Crédito habitacional: Empréstimo concedido pelas instituições financeiras para comprar, construir, reformar ou financiar casa própria.


 


Credor: Aquele que concede a alguém um crédito, um empréstimo.


D

Dação: Entregar ao credor uma coisa em pagamento de outra, como um imóvel em lugar de dinheiro, para saldar uma dívida.


 


Denúncia vazia: Rompimento de um contrato de locação feito pelo locador e despejo do inquilino sem necessidade de apresentar motivos para retomar o imóvel alugado. Aplica-se a contratos residenciais de 30 meses já vencidos ou descumpridos e também a locações que tenham mais de cinco anos consecutivos. Obriga o inquilino a desocupar o imóvel em até 30 dias.


 


DFI: Sigla de Seguro de danos físicos ao imóvel.


 


Direito de preferência: Direito concedido por lei ao inquilino de que seja oferecida primeiro a ele a compra do imóvel que ocupa.


 


Dívida: Quantia que uma pessoa deve devolver a outra ou a uma instituição. Nos contratos de financiamento imobiliário, a dívida atualizada chama-se saldo devedor.


E

Encargo mensal: O que é obrigatório pagar mensalmente. Nos financiamentos imobiliários, o encargo é a parcela de amortização e os juros mensais pagos nas prestações somados às parcelas dos seguros MIP e DFI.


 


Escritura: Documento autêntico de um contrato, como o de compra e venda, escrito por um tabelião ou oficial público e testemunhado por duas pessoas. O mesmo que instrumento público.


 


Execução: Cumprimento de penalidades e sanções ou cobrança do que está previsto em contrato.


 


Execução extrajudicial: Processo de aplicação das penalidades previstas em contratos sem recorrer à Justiça. A execução fica sob a responsabilidade de um agente fiduciário.


 


Execução judicial: Processo que tramita na Justiça para aplicação das penalidades previstas em contratos.


F

FCVS (Fundo de Compensação das Variações Salariais): Fundo que pagava o saldo residual de contratos imobiliários assinados até 1993.


 


FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço): Conta de poupança aberta pelo empregador em nome do empregado. Todo mês, o empregador deposita nela 8% do salário de seu funcionário. Essa conta rende 3% ao ano, mais a variação mensal da TR. O saldo poderá ser resgatado pelo empregado se for demitido ou quiser financiar a casa própria pelo SFH.


 


Fiador: Pessoa que assume as obrigações (aluguéis, taxas, multas e correção) de outro, quando este deixa de cumpri-las.


 


Financiamento imobiliário: Empréstimo concedido por instituições financeiras para custear a construção, a reforma ou a compra de um imóvel.


H

Habite-se: Autorização dada pela prefeitura para que se possa ocupar e utilizar um imóvel recém-construído ou reformado. A autorização só é emitida depois de o imóvel ter sido vistoriado por fiscais de obras (que comparam a construção com o projeto aprovado) e de serviços públicos (corpo de bombeiros, companhias de luz, gás, água e esgotos).


 


Hipoteca: Colocação de bens imóveis e móveis (como aviões e navios) como garantia de pagamento de uma dívida. O devedor detém a propriedade e a posse do imóvel, que poderá ser tomado pelo credor por meio de execução judicial ou execução extrajudicial.


I

Imposto de transmissão: Chamado em uns municípios de Imposto de Transmissão de Bens Imóveis e em outros de Imposto de Transmissão Intervivos, é uma taxa proporcional ao valor de um imóvel ou direitos reais sobre bens imóveis, cobrada pela prefeitura toda vez que há alteração na propriedade.


 


IPTU: Com nomes diferentes conforme o município do país Imposto Predial e Territorial Urbano, Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana e outras variações , é uma taxa baseada no valor venal do imóvel cobrada dos proprietários pela prefeitura.


 


Inadimplência ou inadimplemento: Descumprimento de uma obrigação, como o pagamento de dívidas e prestações imobiliárias.


 


Incorporador(a): Pessoa/empresa que contrata a construção de imóveis (apartamentos ou casas) em sistema de condomínio e os vende em prestações antes mesmo de estarem prontos, comprometendo-se por contrato a entregá-los dentro de prazo e condições determinados.


 


Indexação: Ajuste de um valor de acordo com certo índice econômico – porcentagem que se aplica periodicamente ao valor para corrigir a moeda, garantindo seu poder aquisitivo.


J

Juro: Taxa percentual que é cobrada periodicamente sobre um valor e constitui o lucro do capital empregado (como em empréstimos) ou é paga sobre um valor depositado (como em investimentos bancários).


 


Juro composto: Juro acrescentado a uma parcela que já contém outros juros, determinando novo patamar para o cálculo da parcela seguinte. Os juros compostos ou capitalizados são usados em praticamente todos os empréstimos, financiamentos e compras a prazo.


 


Juro simples: Juro que é aplicado integralmente a uma quantia devida em determinado tempo. Veja taxa nominal e taxa efetiva.


 


Juro de mora: Juro cobrado como multa por causa da mora (demora, atraso) no pagamento de uma dívida. São cobrados por dia de retardamento, às vezes independentemente da aplicação de outro percentual fixo de multa. Por exemplo: 10% após o vencimento mais juro de mora de 0,3% ao dia.


L

Laudêmio: Pagamento que o proprietário de um imóvel à venda deve fazer ao proprietário com direito real. É feito, por exemplo, na venda de imóveis que originariamente pertencem à União, como todos os que se localizam na orla marítima.


 


Lei do Inquilinato: Nome popular da lei que regula as locações urbanas. A lei em vigor é a n.º 8.245, de 1991.


 


Liquidação antecipada: Pagamento total de uma dívida antes do prazo fixado em contrato.


 


Locação imobiliária: O mesmo que aluguel.


 


Locador: Proprietário de um imóvel ou seu representante que aluga um imóvel a outra pessoa, o locatário. Locador é sinônimo de senhorio.


 


Locatário: Pessoa que aluga um imóvel e paga o aluguel e outras taxas. Também chamado de inquilino.


M

Matrícula do imóvel: Número de registro do imóvel no cartório, o mesmo desde sua construção.


 


Metro quadrado: Principal unidade (m2) de medida de área (superfície) e unidade-padrão do Sistema Internacional de Unidades.


 


MIP: O mesmo que seguro de morte e invalidez permanente.


 


Mora: Demora, atraso, retardamento na execução de uma obrigação. Quem não efetua um pagamento na data marcada está em mora. Também está em mora quem se recusa a receber um pagamento no prazo e da maneira estipulada.


 


Multa: Penalidade imposta aos que não cumprem leis, regulamentos, contratos.


 


Mutuante: Pessoa ou instituição que assina um mútuo emprestando a outra um bem fungível (que pode ser substituído por outro da mesma espécie e quantidade), como dinheiro, por exemplo.


 


Mutuário: Aquele que recebe um bem fungível num contrato de mútuo.


 


Mútuo: Contrato de reciprocidade pelo qual o proprietário (mutuante) transfere um bem fungível a outro (mutuário), que deve restituir o que foi emprestado em gênero, qualidade e quantidade. Os contratos de financiamento imobiliário são um exemplo de mútuo.


O

Ordem de despejo: Mandado da Justiça que obriga o inquilino a desocupar o imóvel em determinado prazo.


P

PCR (Plano de Comprometimento de Renda): Plano utilizado em financiamentos imobiliários que limita a no máximo 30% o emprego da renda familiar nas prestações.


 


PES/CP (Plano de Equivalência Salarial por Categoria Profissional): Plano que estabelecia o reajuste de prestações de financiamentos imobiliários do SFH de acordo com o reajuste salarial concedido à categoria profissional do mutuário. Foi adotado de 1984 a 1993.


 


Prestação: Pagamento a prazo para liquidar uma dívida. É também a própria quantia em dinheiro paga periodicamente. No caso dos financiamentos imobiliários, as prestações são compostas de uma parcela de amortização e outra de juros, mais as parcelas do seguro pessoal e do imóvel.


 


Procuração: Documento registrado em cartório pelo qual uma pessoa concede a outra o poder de agir em seu nome em determinadas situações, como administrar um imóvel ou cobrar aluguéis.


 


Proponente: Pessoa que apresenta na instituição financeira um pedido para obter financiamento.


Q

Quitação: O ato de quitar, pagar integralmente, uma dívida. É também a declaração de que a dívida foi inteiramente paga (recibo de pagamento, termo de quitação).


 


Quórum: Número mínimo de pessoas necessário para realizar uma assembléia deliberativa, como numa assembléia de condôminos.


R

Reajuste: Aplicação de juro e correção monetária ao saldo devedor e ao encargo mensal, de acordo com o índice estipulado em contrato.


 


Recebível: Certificados de recebíveis imobiliários. Securitização.


 


Rescisão: Rompimento ou anulação de um contrato.


 


Reserva de propriedade: Direito dado ao vendedor, em compromissos de compra e venda, de se manter proprietário do bem que está sendo vendido, até que o comprador cumpra as obrigações previstas no contrato.


 


Revisional: O mesmo que ação revisional.


S

SAC: Sigla de Sistema de Amortização Constante.


 


Sacre: Sigla de Sistema de Amortização Crescente.


 


Saldo devedor: O que resta pagar de uma dívida. Nos financiamentos imobiliários, é reajustado mensalmente de acordo com o índice e a taxa de juro estipulados em contrato.


 


Saldo residual: É o que resta a mais ou a menos de uma dívida quando vencido o prazo contratado. Se o saldo é negativo (por exemplo, -R$ 847), o mutuário pagou a mais e deve receber a quantia de volta. Se positivo, o mutuário pagou a menos (por erros de cálculo) e ainda deve ao credor.


 


SAM (Sistema de Amortização Misto): Modo de cálculo de prestações de financiamentos que utiliza a média aritmética da prestação calculada pela Tabela Price e pelo Sistema de Amortização Constante.


 


Securitização: Conversão de empréstimos bancários e outros ativos em títulos (securities, em inglês) para vendê-los a investidores. A instituição que fez o empréstimo vende-o a uma empresa securitizadora. Com lastro nesse crédito, a securitizadora emite “certificados de recebíveis imobiliários”, ou simplesmente recebíveis, postos à venda para investidores. A securitização do crédito imobiliário pode ser feita quando a instituição financeira o concedeu de acordo com a lei n.º 9.514, que criou o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).


 


Seguro de danos físicos ao imóvel (DFI): Apólice obrigatória, junto com a de morte e invalidez permanente (MIP), quando se contrai financiamento com uma instituição financeira. O DFI, que cobre danos causados por incêndio, inundação etc., é pago em parcelas ao longo de todo o financiamento.


 


Seguro de morte e invalidez permanente (MIP): Apólice obrigatória, como a de danos físicos ao imóvel (DFI), ao se contrair financiamento com uma instituição financeira. Se duas pessoas contraíram um financiamento imobiliário e uma delas morre, a companhia seguradora paga o saldo devedor proporcionalmente.


 


Seguro-fiança: Seguro que substitui o fiador nos contratos de locação e garante o pagamento do aluguel e dos encargos.


 


SFH: Sigla de Sistema Financeiro da Habitação.


 


SFI: Sigla de Sistema Financeiro Imobiliário.


 


Sinal: Quantia ou valor que o comprador entrega ao vendedor para assegurar a conclusão do negócio e com a função de primeira parcela. Sinônimo de entrada e arras.


 


Sistema de Amortização Constante (SAC): Método de pagamento de uma dívida em que a parcela de amortização (um dos componentes da prestação) é constante e a parcela de juros, que incide sobre o saldo devedor, é decrescente ao longo do prazo de financiamento.


 


Sistema de Amortização Crescente (Sacre): Método de cálculo e reajuste de prestações de financiamento, o Sacre é muito parecido com o Sistema de Amortização Constante. A diferença está no modo de aplicar a taxa referencial (TR) à fórmula que define a prestação, provocando a variação da amortização.


 


Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI): Criado em 1997 pela lei n.º 9.514 (20/11/1997) como alternativa ao Sistema Financeiro da Habitação e à Carteira Hipotecária, o sistema autoriza a securitização dos créditos imobiliários e introduz a alienação fiduciária no mercado imobiliário.


 


Sistema Financeiro da Habitação (SFH): Sistema criado em 21/8/1964 pela lei n.º 4.320, a fim de captar recursos para a área habitacional e financiar a construção e a compra da casa própria.


 


Sistema Financeiro Nacional: Conjunto formado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), pelo Banco Central do Brasil, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo Banco do Brasil e pelas instituições financeiras públicas e privadas.


 


Sistema Francês de Amortização: O mesmo que Tabela Price.


T

Tabela Price (TP): Método de cálculo das prestações de financiamentos que tem, como os outros sistemas, duas parcelas: uma de amortização e outra de juros. Ao longo do prazo de financiamento, a primeira aumenta, e a segunda decresce. A Tabela Price é também chamada Sistema Francês de Amortização.


 


Taxa efetiva: É a taxa resultante da aplicação periódica do juro previsto na taxa nominal. Por exemplo, a uma taxa nominal de 12% ao ano, a taxa efetiva será de 1% ao mês. Como a aplicação desse percentual é feita mês a mês, juro sobre juro, a taxa total, no final de um ano, não será mais os 12% contratados, e sim 12,68%.


 


Taxa nominal: É a taxa de juro firmada em contrato que se acrescentará às prestações. Nos contratos de financiamento imobiliário pelo SFH, por exemplo, a taxa nominal máxima é de 12%. Veja taxa efetiva.


 


Terreno: Área onde serão construídas edificações ou que servirá para a agricultura ou a pecuária. É um bem imóvel, como as casas e os apartamentos.


 


TP: Sigla de Tabela Price.


 


TR: Taxa referencial, definida todo mês pelo Banco Central de acordo com a remuneração média das aplicações bancárias. É a referência para reajustes da caderneta de poupança e de diversos tipos de contrato e dívida, inclusive financiamentos imobiliários.


 


Transmissão: Cada uma das transferências de propriedade, de direitos ou de obrigações entre pessoas ou por herança.


U

Usucapião: Aquisição de um imóvel por se estar de posse dele de dez a 20 anos, em diferentes situações legais.


 


Usufruto: Direito dado a uma pessoa de usar um bem que não é seu e usufruir os frutos (aquilo que esse bem produz). Caso se trate de imóvel, o usufruto deve ser inscrito no Cartório de Registro de Imóveis.


V

Valor de mercado: Valor de compra e venda que um imóvel atinge na prática e que é atribuído por especialistas no setor.


 


Valor venal: Valor atribuído pela prefeitura a cada imóvel, levando em conta sua metragem, localização, destinação e características. Literalmente, valor venal significa valor de venda.


 


Vintenária: É a certidão emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis contendo o histórico do imóvel nos 20 anos anteriores.


Z

Zoneamento: Divisão de um município em zonas com características urbanísticas (destinação, tipo de construção e de atividade) específicas: residencial, comercial, mista (comercial e residencial), industrial, área de preservação cultural, de preservação de mananciais etc. 

Remuneração por Serviços Prestados


Como bem estabelece o Novo Código Civil, no Capítulo XIII, artigo 725, “A remuneração é devida ao Corretor de Imóveis uma vez que tenha conseguido o resultado previsto no contrato de mediação, ou ainda que este não se efetive em virtude de arrependimento das partes”. (Para mais informações sobre corretagem imobiliária, leia a íntegra do Capítulo XIII na página sobre “Legislação”.)


No que concerne à aplicação da tabela de comissões, deve o corretor se ater também ao que determina o Código de Ética Profissional, aprovado pela Resolução Cofeci n° 326/92. Reza o art. 4°, inciso X: “Cumpre ao corretor de imóveis, em relação aos clientes: …receber, somente de uma única parte, comissões ou compensações pelo mesmo serviço prestado, salvo se, para proceder de modo diverso, tiver havido consentimento de todos os interessados, ou for praxe usual na jurisdição”.


E, no art. 6°, inciso V, do mesmo Código de Ética, fica estabelecido que: “É vedado ao corretor de imóveis: …receber comissões em desacordo com a tabela aprovada ou vantagens que não correspondam a serviços efetiva e licitamente prestados”.


De acordo com a própria Lei Federal n° 6.530/78 (que regulamenta o exercício da profissão de corretor de imóveis), em seu artigo 17, inciso IV, “Compete aos Conselhos Regionais: …homologar, obedecidas às peculiaridades locais, tabelas de preços de serviços de corretagem para uso dos inscritos, elaboradas e aprovadas pelos sindicatos respectivos”.


Assim sendo, os percentuais de remuneração constantes da atual tabela foram aprovados pela diretoria do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (SCIESP) e homologados na 28ª Reunião Plenária do CRECI-SP , realizada em 30 de novembro de 2002.


VENDA


1) Imóveis urbanos ………………………………………………….. 6% a 8%

2) Imóveis rurais ……………………………………………………… 6% a 10%

3) Imóveis industriais ……………………………………………….. 6% a 8%

4) Venda judicial ……………………………………………………… 5%


NOTA 1: Nas permutas, a remuneração será devida pelos respectivos proprietários a quem estes contrataram, calculada sob o valor de venda de cada imóvel.


NOTA 2: Quando a transação envolver diversos imóveis, a remuneração será devida pelos respectivos proprietários a quem estes contrataram, calculada sobre o valor de venda de cada um dos imóveis.


NOTA 3: Nos casos de vendas com transferência de financiamento a remuneração será devida sobre o total da transação realizada.


LOCAÇÃO


De qualquer espécie e sempre por conta do locador …….. Equivalente ao valor de 1 (um) aluguel


ADMINISTRAÇÃO DE BENS IMÓVEIS


Sobre o aluguel recebido …………………………………………………………………… 8% a 10%


EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS


Venda de empreendimentos imobiliários ………………………………………………… 4% a 6%


NOTA : Não estão incluídas nos percentuais acima, as despesas de promoção e publicidade em geral.


LOTEAMENTOS


1) Estudo, organização de vendas de áreas loteadas (urbanas), já aprovadas e registradas …… 6% a 8%

2) Estudo, organização de vendas de áreas loteadas (rurais), já aprovadas e registradas …….. 6% a 10%

NOTA : Não estão incluídas nos percentuais acima, as despesas de promoção e publicidade em geral.


ADMINISTRAÇÃO DE CONDOMÍNIOS


Sobre o arrecadado pelo condomínio mensalmente ……………………………….. 5% a 10%


COMPRA


Autorização expressa da procura de imóveis…………….6% a 8%


ATIVOS IMOBILIÁRIOS


Intermediação de Fundos Imobiliários, cotas de consórcio imobiliário, certificados de recebíveis do SFI e outros ……………… 4% a 6%


PARECERES


1) Parecer por escrito quanto à comercialização de imóvel. Sobre o valor apresentado mínimo …………………… 1%

2) Parecer verbal quanto as operações imobiliárias. A partir do valor de 1 (uma) anuidade vigente do CRECI-2ª Região.

São José dos Campos Prefeitura Municipal
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Secretaria de Segurança Pública- Multas

Simuladores de Financiamento de Imóvel


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